O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 05/11/2020

A terceira onda da Revolução Industrial foi responsável por trazer vários benefícios tecnológicos, como a internet e a praticidade em obter informações por meio dela. Hodiernamente, discute-se sobre a questão do acesso a essa ferramenta no Brasil. Entretanto, existem óbices sociais que impedem uma certa parcela da sociedade a obtenção de internet, o que vem a trazer lacunas e exclusão no meio digital.

É relevante salientar, a priori, os dados estatísticos do Comitê Gestor de Internet, o qual aponta que mais de 40 milhões de brasileiros sofrem com a ausência da ferramenta em suas residências. Nesse aspecto, esses números refletem a exclusão digital enfrentada por esses indivíduos - que são, sobretudo, habitantes de zonas rurais e periféricas -, e, dessa maneira, a precarização em levar os benefícios oferecidos pelas tecnologias à classe mais pobre. Diante da situação, percebe-se as mazelas sociais presentes nos fatos apresentados.

Convém ressaltar, ademais, a obra literária “Globalização: as consequências humanas”, do sociólogo Zygmunt Bauman, que por sua vez ressalva a exclusão do tecido economicamente vulnerável diante das tecnologias surgidas na era globalizada. Nessa conjuntura, à medida que uma parcela da sociedade não possui acesso à internet, contribui diretamente para uma camada de indivíduos suscetíveis à desinformação no meio tecnológico. Com isso, é notável que medidas devem ser tomadas para atenuar a problemática.

Em síntese, analisa-se a exclusão digital e a precariedade na óbice em pauta. Dessa forma, é de profunda necessidade que o Ministério do Desenvolvimento Regional - órgão responsável por visar melhorias na qualidade de vida dos cidadãos -, atue em junção com empresas de internet por intermédio de instalação de redes Wi-Fi em praças municipais, disponibilizando a ferramenta para todos, a fim de mitigar a problemática. Assim, as tecnologias da terceira onda da Revolução Industrial serão pautadas no benefício e uniformidade de todos.