O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 06/11/2020
Segundo o filósofo e sociólogo Auguste Comte, a sociedade é composta por partes e eixos interdependentes entre si. Isso quer dizer que, por exemplo, um problema em uma dessas partes pode prejudicar toda a harmonia existente, já que elas existem de forma coadjuvante. Analogamente, no eixo social brasileiro, a questão do acesso à internet fere esse equilíbrio. Desse modo, convém analisar tal cenário, que ganha força devido a fatores de ordem política e econômica.
Primeiramente, esse acesso ainda não é totalmente democrático por conta do estado de inércia governamental atual. Nesse sentido, para o filósofo Friedrich Hegel, o papel do Estado é propiciar melhores condições de vida aos seus integrantes. Entretanto, com a falta de políticas públicas direcionadas ao uso desses meios digitais , a população não consegue usufruir de suas funcionalidades. Sendo assim, o governo, ao negligenciar esse fato , falha com sua missão social e filosófica.
Ademais , também se faz necessário considerar o papel do sistema capitalista nessa situação. Nesse meio de produção, conforme os sociólogos Marx e Engels, o objetivo é o lucro, mesmo que de forma injusta e irracional. Sob esse viés , as grandes empresas do ramo tecnologia tendem a mercantilizar seus produtos, configurando eles como artigos de luxo , à medida que excluem grupos menos favorecidos. Logo, o status social torna-se um fator determinante .
Portanto, infere-se que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática. Para isso, o Ministério da Cidadania - órgão responsável pela garantia dos direitos do cidadão- , por meio de um investimento e estudo econômico, deve promover incentivos fiscais às empresas do ramo. Nessa parceria, o governo proporcionará um escopo na diminuição dos preços , a fim de viabilizar o acesso de todos .