O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/11/2020

De acordo com a Constituição Federal do Brasil, é dever do Governo assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de internet aos cidadãos brasileiros. Entretanto, o não cumprimento dessa lei se torna evidente, visto que a maioria da população  não tem acesso à rede virtual e a iniciativa e o obstáculo para a democratização da “web” é notável. Torna-se simplório acreditar que o problema do alcance da internet não vem sendo negligenciado no Brasil.

Em primeiro lugar, é indubitável que a questão da maioria das pessoas não terem acesso à internet no país e suas aplicações esteja entre os fatores que atenuam o problema de a falta de conhecimento da sociedade estar necessitando se “conectar”. Nesse contexto, é importante enfatizar que o Governo não vem levando esse inconveniente a sério, sendo assim, negligente com a sociedade brasileira, dessarte, induzindo em comportamentos inadequados contra os brasileiros.

Além disso, segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa ação frente a elas”, desse modo, faz-se mister, ainda, salientar que o aumento de ciclos negativos repetitivos, ou seja, o imbróglio da iniciativa e do obstáculo para a democratização da internet no Brasil, ao longo dos anos, como impulsionador da falta de sapiência de tal ato no campo social. Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de conhecimento das relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivenciada no século XXI, assim sendo, uma produção fugaz, frágil e maleável como os líquidos. À vista disso, a plataforma digital G1 divulgou que cerca de 47 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso a qualquer rede virtual, o que representam 26% da amostra da pesquisa TIC Domicílios 2019, ou seja, um a cada quatro brasileiros ainda não utilizam a internet. Os dados da TIC Domicílios traduzem um país que conta com 134 milhões de usuários, que representam 74% da amostra analisada na pesquisa. Tratando-se de uma ação que pode mudar rapidamente, pois nada é feito para durar, para ser “sólido”.

Destarte, depreende-se essa questão como uma problemática cuja resolução deve ser imediata. Compreende-se, portanto, a necessidade de se combater a falta de preparo da sociedade brasileira sobre esse imbróglio. Dado o exposto, cabe ao Ministério das Comunicações- ramo do Estado responsável pela inclusão digital no país- inserir, nas escolas, desde a tenra idade, palestras sobre os problemas e as soluções da falta de acesso à internet, de cunho obrigatório em função de sua necessidade, além de difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que aja em busca de uma qualidade de vida melhor. Espera-se, com isso, que o Brasil possa contornar essas crises por meio dessas reações, para garantir a ordem e o progresso.