O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 28/11/2020

Com advento da Revolução Industrial, a Globalização relevou seu lado mais intenso, uma vez que a internet reduziu as distâncias, ultrapassando limites e quebrando fronteiras. Contudo, no Brasil, ainda não existe a democratização do acesso a internet, tendo em vista que uma parcela significativa da população ainda não tem acesso a essa. Dessa forma, essa falta propicia  certa diferenciação social calcada na limitação a recursos, o que fomenta um cenário de exclusão social.

Em princípio, vale destacar a desigualdade que é gerada pela falta apresentada. Segundo o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, as disparidades sociais tem origem a parti da instituição da propriedade privada, porque, quem não tem acesso aos bens privados não consegue obter as mesmas regalias de quem possui. Nesse sentido, a parcela da população que não tem acesso a internet, tendo em vista que ela é paga, se distacia dos benefícios que essa traz, como por exemplo o ensino a distância, que depois da pandemia do novo coronavírus se tornou mais notório, assim como a multiplicidade de informações e facilidades contidas nela. Desse modo, é necessário medidas governamentais que busquem solucionar a problemática.

Por conseguinte, o cenário de exclusão é fatalmente notado quando a internet não chega a todos. Durante a Grécia antiga, a classe da plebe era totalmente excluída e limitada de direitos, o que fazia com que eles não evoluíssem nem ascendessem socialmente, só depois de algumas reformas em pró da classe trabalhadora e a criação das leis em tábuas que os plebeus passaram a adquirir direitos. No Brasil, atualmente, não existe políticas consistentes direcionda a população carente, como a citada, o que gera um quadro de exclusão de parti da população que fica sem o acesso da rede, consequentemente sem participar de vários mecanismos de engajamento social.

Portanto, é obrigatório garantir a democratização do acesso a internet. É imprescindível que o Ministério da Tecnologia em parceria com as prefeituras garanta esse direito, por meio da destinação de wifis gratuitos em todas as praças do Brasil, sobretudo nas regiões mais carentes, nos bairros que não possuírem “pracinhas” pode ser colocado em qualquer local aberto ao público, como uma escola. Isto posto, deve ser feito propagandas na própia internet e na TV alertando que essa rede gratuita é pra ser usada exclusivamente pelas pessoas que não possuem condições de pagar uma. Assim, a internet será um direito comum a todos.