O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 26/11/2020
Desencadeada na segunda metade do século XX, a Terceira Revolução Industrial proporcionou avanços em diversos eixos sociais, sobretudo no meio informacional. Com isso, a internet se tornou cada vez mais presente e necessária na contemporaneidade, no entanto, restrita à parcela da população. Isso se evidencia como um problema no tecido social, haja vista que não só contribui para a persistência da desigualdade digital, como também para o analfabetismo tecnológico.
Mormente, é válido ressaltar que o acesso restrito da internet a certos grupos sociais colabora com a permanência de uma sociedade desigual tecnologicamente. Diante disso, é notório que os preços cobrados pelas operadoras de conexão de rede não são acessíveis para toda a população brasileira, o que dificulta a democratização e, consequentemente, aumenta a desigualdade digital. Segundo Steve Jobs, fundador da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. Logo, é imprescindível a tomada de medidas para resolver a questão, tendo em vista que um tecido social não evoluído digitalmente fica estagnado e intensifica as mazelas sociais.
Outrossim, o analfabetismo digital aumenta com a falta de internet acessível para todos. Nessa perspectiva, é possível afirmar que, por não ter contato com a rede, parcela dos indivíduos que pouco desfrutam desse privilégio não se interessam em aprender noções básicas de como lidar com a tecnologia, algo importante na contemporaneidade. Segundo Platão, filósofo grego, somente o conhecimento gera a possibilidade de cada indivíduo compreender seu real papel dentro da sociedade. Destarte, é essencial que o Governo busque soluções para democratizar o acesso à internet e fornecer uma educação digital para todos, pois cada vez mais a tecnologia está presente no tecido social e pode trazer grandes benefícios para o meio.
Urge, portanto, que o Estado, por meio de verbas disponibilizadas pela Receita Federal, órgão que administra os tributos, disponibilize wifi público em diversas regiões, principalmente as mais desfavorecidas, com o fito de possibilitar o acesso à internet para todos aqueles que não podem pagar pelo serviço e precisam constantemente. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, com aulas em locais de fácil acesso, promova um ensino digital, junto a professores especialistas na área, com aulas básicas de como mexer na internet, com o objetivo de atenuar o analfabetismo digital e despertar interesse da população ao aprendizado. Espera-se, com isso, uma sociedade justa e organizada que desfrute de todos os bens que a Terceira Revolução Industrial proporcionou.