O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 28/11/2020
A Constituição Federal de 1988 é um marco importante aos cidadãos brasileiros, por garantir liberdades civis e os deveres do Estado. Embora, não seja bem assim, pela necessidade de inclusão social nas plataformas on-line, em que esse acesso não é concedido para toda população. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só à exclusão do acesso à internet, mas também a falta de providências do Estado.
Em primeiro lugar, um fator que auxilia na falta de acesso às plataformas digitais é a desigualdade social presente nesse país subdesenvolvido. Com isso, o Brasil ocupa a 9° posição de país mais desigual do mundo. Segundo a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018, 1% da população detém quase 30% da renda do país. Dessa forma, as minorias da sociedade são ocultadas desse lazer, em que o ambiente virtual para interagir, se comunicar e aprender não é fundamental em uma sociedade que visa ao lucro.
Ademais, é preciso uma reeducação no sistema sobre a maneira que é tratado o acesso à internet no Brasil. Outrossim, de acordo com Allan Kardec, influente educador francês, a educação quando bem compreendida na sociedade é a chave para o progresso moral. Desse modo, o principal objetivo da educação seria formar indivíduos mais capazes, e a internet seria indispensável para diminuir a estratificação social e consequentemente melhorar a qualificação profissional.
Portanto, medidas estratégicas são necessárias. Urge que o Ministério da Economia invista em internet gratuita em centros urbanos e áreas rurais, em que será garantido o acesso em computadores de estabelecimentos comerciais para a população de baixa renda. Para estabelecer o direito de lazer ao cidadão brasileiro, como forma de diminuir a desigualdade social, a fim de criar uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, a educação mudará as pessoas, como constatou Allan Kardec.