O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 13/12/2020
No mundo globalizado, o acesso à internet se tornou um fator de inclusão social, visto que é o veículo de informação de maior escala. Ademais, com o início da pandemia do coronavírus, o acesso à internet passou a ser ainda mais importante para a sociedade. Contudo, a acessibilidade desse recurso é desigual no Brasil. Esse fato, no contexto da quarentena, evidencia a desigualdade social entre os brasileiros, principalmente, no acesso à educação.
Nesse cenário, é relevante destacar que a Constituição tem como um de seus objetivos diminuir as desigualdades sociais. Todavia, a situação atual do Brasil se distancia cada vez mais desse objetivo, já que o acesso à internet, que se tornou fator decisivo para a continuação dos estudos durante a pandemia, não é garantido para todos os brasileiros. Dito isso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 20% da população não tem acesso à internet, o que evidencia a desigualdade social atual e a futura desigualdade educacional, que vai afetar, principalmente, os alunos do ensino público.
Além disso, a desigualdade do acesso à internet no Brasil influencia, diretamente, a educação daqueles que não têm condição de ter esse recurso. Nesse sentido, a educação é um direito social de todos, assegurado pela Constituição. Entretanto, esse direito não é plenamente garantido, visto que não são fornecidas as condições necessárias para a sua garantia, como o acesso à internet para aqueles que não têm. Desse modo, o ensino a distância nos tempos de pandemia não aumentaria a desigualdade educacional.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o governo deve promover a igualdade do acesso à internet, por meio do fornecimento de um auxílio financeiro para os estudantes do ensino público, que servirá para pagar por um pacote de internet destinado ao estudo a distância. Para que, dessa forma, o acesso à internet possa ser mais igual no Brasil.