O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Consoante a ONU (Organização das Nações Unidas), o acesso à internet é um direito humano do século XXI. Nesse contexto, apesar de tal importância reconhecidada na rede, observa-se, no Brasil, um processo desigual, em que somente uma parcela populacional possui alcance à internet, e ainda de precária qualidade. Por essa razão, faz-se necessário pautar a falta instrumental e o subdesenvolvimento tecnológico no país.
Sob essa ótica, convém ressaltar a falta de instrumento como fator para a restrição digital. De acordo com o projeto de industrialização imposto na Era Vargas, a desigual distribuição de renda e a segregação socioespacial tornaram-se um fato. Dessa maneira, o contexto histórico correlaciona com a atualidade, visto que a população moradora de regiões mais remotas ou em períferias possuem dificuldade para conseguir computadores e serviços de rede. Consequentemente, nota-se a constante exclusão digital no país.
Ademais, o subdesenvolvimento de tecnologias corrobora os desafios em garantir o alcance à rede de qualidade. Segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil está em 73 º lugar no ranking de desenvolvimento tecnológico e ciêntifico do mundo. Nessa perspectiva, o país possui déficit no desenvolvimento de inovações em inteligência digital, o que implica em precária qualidade dos sistemas de internet distribuido para a população. Com isso, compromete os interesses profissionais e educacionais que exigem o uso de mecanismos da web.
Em virtude dos fatos mencionados, medidas públicas são necessárias para mitigar esse cenário. Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação democratizar o acesso à internet, por meio da implantação de “lan houses” gratuitas, a fim de estimular a superação das barreiras sociais e limitações instrumentais. Além disso, o Governo Federal deve promover o desenvolvimento do meio tecnológio, mediante o aumento dos investimentos em inovações digitais, para que torne melhor a qualidade dos serviços de rede. Assim, o direito humano do século XXI, preconizado pela Organização das Nações Unidas, será uma realidade no Brasil.