O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 23/12/2020

De acordo com a Organização das Nações Unidas, o acesso à internet é um direito básico de todos os cidadãos, pois o acesso à rede favorece o progresso da sociedade. Entretanto, no Brasil, tal direito não é assegurado, porque muitos não têm acesso a ele, devido o preço desse serviço ser caro e pela ausência dos equipamentos necessários para o uso da internet. Sendo assim, nota-se que o baixo acesso à internet pela população é um problema atual de questão econômica.

Em primeiro lugar, é necessário analisar que a maioria dos indivíduos que não têm acesso a internet, é porque não podem pagar. Nessa esteira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa, em 2018, que aponta que 25% dos brasileiros não têm acesso à internet e, um dos motivos para a ausência desse serviço é que, para 11,8% delas, o serviço é muito caro e não podem pagar. Nesse viés, esse panorama acontece porque é alto o preço que se paga para ter acesso a rede e, muitas vezes, preferem pagar por outros serviços que consideram mais importantes, como água e luz. Dessa forma, constata-se que muitos cidadãos ainda não conseguem pagar por um serviço que é considerado um direito básico.

Ademais, vale ressaltar que os aparelhos celulares e computadores, usados para acessar a internet, custam caro. Nesse contexto, segundo a pesquisa TIC Domicílios 2018, que avalia o uso de tecnologias de informação nos domicílios brasileiros, os computadores portáteis continuam concentrados nas famílias mais ricas: na classe A, 90% têm notebook, já nas camadas D e E, os índices são de 3% e 4%, respectivamente. Nesse sentido, essa pesquisa mostra que o número de aparelhos eletrônicos presentes nos domicílios das classes baixas é absurdamente menor, e isso acontece porque, atualmente, o preço de um computador não custa menos do que mil reais. Dessa maneira, é notório o quanto é difícil e caro para as famílias de baixa renda comprar um aparelho eletrônico, e com estes acessar à internet.

Portanto, faz-se necessário que o Estado intervenha para atenuar este quadro. Logo, o Ministério da Economia, em parceria com redes de internet privadas, deve promover o acesso à internet para as classes mais baixas, por meio de programas sociais que oferecerão internet a essas famílias por um preço acessível e que elas podem pagar. Tal medida tem o intuito de fazer com que a internet seja mais acessível. Talvez assim, como previsto pela ONU, a internet seja realmente um direito básico e adquirido por mais pessoas.