O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa o acesso à intenet no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver esse inercial impasse.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que, no Brasil, políticos negligenciam políticas públicas para construção de centros de interatividade com a internet, o qual rompe essa harmonia, haja vista que quando eleitos, não intensificam política de adesão de internet em lugares estratégicos para a possibilidade da população ter o acesso, o qual vai contra a constituição de 1988, que garante direito e dever do Estado com a inclusão dos menos favorecidos.
Outrossim, destaca-se a baixa renda familiar como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada da exterioridade, coercitividade e generalidade. De maneira análoga, é possível perceber que sem condições de manter os custos de planos de internet, a família de baixa renda se vê refen ao acesso, generalizando o fato social de Durkheim, e potencializando a desigualdade social.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um Brasil melhor. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, em escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam a disponibilidade de computadores com internet para os alunos e a atençao quando for eleger candidatos que não contribuem para com a igualdade social.