O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 30/12/2020

A revolução industrial foi um marco de desenvolvimento tecnológico durante o século XVIII, no entanto muitos dos trabalhadores desse período tinham problemas no uso das novas máquinas e vemos essa conjuntura refletida atualmente quando falamos da falta de acesso a internet por boa parte dos cidadãos brasileiros, cenário esse que é fruto da persistente desigualdade de renda no país.

Primeiramente, é importante destacar que, segundo o filósofo inglês John Locke “Onde não há lei, não há liberdade”, ou seja, a regulamentação do acesso democrático à internet no Brasil deve ser um patamar a ser conquistado urgentemente, visto que, essa condição está se tornando um fator de agravamento do contraste entre ricos e pobres no país. Corrigindo isso, estaríamos coletivizando não só o acesso à internet, como também, à informação, à educação e à cultura.

Por conseguinte, é importante que seja feita uma reflexão a respeito da baixa renda das classes mais pobres, que impedem não só o acesso à internet como também as tecnologias que dependem dela. Essa problemática se alia a alta taxa de analfabetos digitais do Brasil, cerca de 170 milhões de brasileiros não sabem utilizar a internet corretamente de acordo com dados recentes do IBGE, e isso só mostra como esse é um problema legítimo que se não for solucionado em sua totalidade só contribuirá para o acirramento da desigualdade.

Portanto, é mister que o Ministério da Ciência, Tecnologia, e Inovação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas de instrução sobre o uso o correto da internet que seriam realizadas em escolas públicas e privadas e comandadas por profissionais da área de tecnologia, urge também que o Ministério da Economia elabore um auxilio que seria direcionado as famílias de baixa renda que usariam o dinheiro exclusivamente para a obtenção do acesso a internet de qualidade em suas residências. Com essas diligências, espera-se, que a falta de acesso à internet seja reduzida e que assim possamos descortinar o conflito secular entre o homem e a tecnologia que hoje parece tão latente quanto na revolução do século XVIII.