O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

A Revolução Tecno-científica ocasionou o advento e o consequente desenvolvimento de tecnologias e de redes de informações favoráveis ao ser humano, de modo a globalizar e a unir o mundo. Entretanto, na atual conjuntura sociopolítica brasileira, a realidade vivida é o oposto àquela globalização idealizada, já que problemas de cunho social, como o acesso à internet, são imbróglios para a realização da máxima referida. Dessa forma, esse quadro anômalo é fruto das questões acerca do ensino a distância (EaD) e das disparidades geográficas voltadas à utilização da internet. Portanto, esses problemas, que se tornaram fenômenos sociais, precisam de um olhar crítico.

Em primeiro plano, é preciso analisar o poder de aquisição dessa ferramenta para a promoção da educação “online”. Assim, de acordo com a pesquisa TIC Domicílios 2018, cerca de 40% de todas as residências brasileiras não possuem computadores e, então, acessibilidade plausível à rede mundial de informações digitais. Com isso, constata-se uma impossibilidade de homogeneizar, para toda a população verde-amarela, a plena aprendizagem a distância, o que se configura em uma irresponsabilidade governamental, bem como uma negligência constitucional - a saber, o artigo 6º desse estatuto federal -, em prover qualidade, garantia e acesso à educação. Dessarte, a reversão do entrave gerado é necessária.

Outrossim, a observação da relação entre a proporção territorial brasileira e a disponibilidade de internet dessa é importante. Diante disto, torna-se obrigatória a distribuição adequada desse instrumento tecnológico e globalizado. Logo, segundo o relatório TIC Domicílios 2019, 1 em cada 4 brasileiros não possuem acesso à internet, fato que se intensifica por questões regionais. Sendo assim, ainda que em uma era tecnológica e informacional, a qual depende da interação interpessoal digital para o desenvolvimento humano, mostra-se as desigualdades sociais, mormente, na possibilidade ou no impedimento de ingressar nesse mundo globalizado; acessibilidade essa que é favorável aos grandes centros urbanos, fato que mostra preferências a regiões populosas em detrimento de outras.

Face ao exposto, a resolução das problemáticas supracitadas é imprescindível. Por conseguinte, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informações - instituição primordial para o avanço informacional - deve promover a interiorização da internet para as áreas rurais, com parceiras público-privadas entre os órgãos estatais de tecnologia e as empresas fornecedoras de serviços de distribuição de internet. Por consequência, alcançar-se-á a homogeneização do ingresso à esse instrumento e a concretização da globalização brasileira. Não obstante, é indispensável que o Ministério da Economia diminua as legislações de impostos sobre os equipamentos tecnológicos, para que o acesso a esses seja efetivo.