O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/01/2021
A obra “Utopia” de Thomas More retrata uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de problemas e conflitos. No entanto, no Brasil, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a questão do acesso à internet na atualidade ainda apresenta desafios a serem enfrentados, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Consequentemente, esse cenário antagônico é fruto das limitações territoriais existentes, como também pelo elevado custo dos serviços de banda larga.
Precipuamente, é válido pontuar sobre a dificuldade de tornar abrangente a rede de acesso à internet no Brasil. O extenso território nacional é carente de uma distribuição homogênea a esse recurso, consequência das limitações naturais da flora, assim como, da baixa densidade demográfica do país em sua maior parte. Devido a essa exposição, ambos os fatores impossibilitam o investimento de empresas de telecomunicações na ampliação de suas áreas de distribuição, o que resulta em uma considerável parcela da população à perder inumeráveis benefícios possibilitados por essa tecnologia da informação.
Ademais, é imperativo ressaltar que o valor cobrado pelos serviços de comunicação de acesso à internet não é condizente com a realidade do poder aquisitivo de grande parte da população. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que por não se tratar de uma necessidade indispensável a vida, como alimentação e higienização, o investimento em serviços de banda larga é colocado em segundo plano, o que configura um grande cenário de exclusão digital. Desse modo, há um decorrente desconhecimento das novas oportunidades condicionadas pelo uso da internet, tanto no campo da educação e qualificação profissional quanto no que diz respeito as comunicações sociais.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Necessita-se que, urgentemente, uma tomada de ações para amenizar tal disparidade de acesso à internet. Sendo assim, cabe ao Ministério da Tecnologia, Inovações e Comunicações promover programas de incentivos fiscais para reduzir a taxa de impostos à empresas de telecomunicações, para que expandam suas áreas de cobertura às regiões do interior do país e, para que ofereçam descontos e isenções em planos de internet a famílias cadastradas em programas governamentais como o Bolsa Família. Com tais medidas, é de se esperar que a situação não seja agravada no Brasil. Desse modo, em médio e longo prazo a coletividade alcançará a Utopia de More.