O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A terceira Revolução industrial é marcada por diversas mudanças na sociedade mundial, sendo a mais notável e marcante: o avanço da tecnologia e a popularização da rede de informação e comunicação. Nessa ótica, no contexto brasileiro, tal perspectiva não se faz presente, uma vez que ainda há o acesso à internet em questão no Brasil. Desse modo, cabe analisar a desigualdade socioeconômica no acesso à internet e, consequentemente, o seu impacto na educação a distância brasileira.
Em primeira instância, é válido analisar a disparidade tecnológica. Nesse contexto, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo e apresenta quarenta e seis milhões de habitantes sem acesso à internet, devido, principalmente, por não saberem utilizar as redes de comunicação, de acordo com o Ìndice de Gini e o IBGE, respectivamente. Dessa forma, uma grande parcela da população, por conta da sua condição socioeconômica, é impossibilitada de usufruir dos benefícios que a internet e os aparelhos tecnológicos possuem, dificultando, desse modo, a inserção no mercado de trabalho, inclusão social e, consequentemente, a ascensão econômica do indivíduo. Constata-se, assim, inadmíssivel que esse entrave continue a pendurar na sociedade brasileira contemporânea.
Ademais, é importante ressaltar o impacto da problemática na educação brasileira. À vista disso, o Brasil ocupa a décima segunda posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que o país possui uma rede de ensino a distância - Ead- eficiente. Conquanto, na realidade brasileira, esse ideal não é concretizado, uma vez que, de acordo com o DataSenado, aproximadamente vinte milhões de alunos não tiveram aula na pandemia, devido, principalmente, a impossibilidade de ter acesso à internet. Logo, a questão da internet é um grave problema no Brasil, que afeta diretamente o ensino a distância, desenvolvimento nacional e, ainda, aumenta as disparidades socioeconômicas.
Urge, portanto, que o acesso à internet seja facilitado no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio da alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, modificar a didática pedagógica, a fim de instigar o aprendizado estudantil, sobretudo, acerca de como utilizar a internet, para que o uso do mesmo seja estimulado pelo ensino. Outrossim, é também papel do governo, investir economicamente em áreas de baixa renda, com o intuito de proporcionar condições igualitárias de acesso à internet. E assim, o acesso à internet poderá ser facilitado no Brasil contemporâneo.