O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 03/03/2021
É notório que a Revolução-Técnico-Científico-Informacional trouxe inovações que estão implementadas no cotidiano do ser humano, sendo a internet um exemplo dessa adoção. Entretanto, no cenário atual, diversos brasileiros ainda não possuem o acesso a esse importante recurso e, consequentemente, são excluídos da comunidade virtual, a qual está cada vez mais integrada com o mundo real. Ademais, isso se deve à desigualdade econômica e à falta de infraestrutura das moradias brasileiras. Logo, é inexorável a análise dessa conjuntura com o intuito de incluir todos aqueles que são marginalizados.
Em primeira análise, a inacessibilidade digital está vinculada, diretamente, com a disparidade financeira, posto que enquanto alguns indivíduos têm condições de arcar com um plano de internet, outros não estão na mesma situação. Dessa maneira, é possível observar o citado em uma pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet em 2019, a qual alegava que 47 milhões de cidadãos brasileiros não têm acesso a realidade cibernética e tornando-se algo inadmissível na perspectiva de um planeta globalizado.
Em segunda análise, como consequência da desigualde econômica, é perceptível que regiões periféricas não possuem uma boa qualidade de internet. Outrossim, a população que reside nessas áreas não detêm de objetos eletrônicos, que são necessários para a utilização das redes. Ao analisar o dado do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, cujo afirma que 42% das residências não dispõem de “Wi-fi”, é possível inferir que há um déficit na infraestrutura das moradias brasileiras. Logo, é de extrema urgência que esse tópico seja resolvido, visto que a Constituição federal de 1988 assegura que o acesso à internet é essencial para o exercício da cidadania.
Depreende-se, portanto, que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações deveria incluir a população mais carente no mundo digital, por meio da doação de computadores e da implementação da internet em regiões mais afastadas. Além disso, o Governo Federal poderia fazer uma aliança com empresas de tecnologia para que houvesse a redução do preço, por meio da diminuição dos impostos. Destarte, essas medidas são cruciais para que haja a inclusão digital e a prática dos direitos garantidos na carta magna.