O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 16/03/2021

A internet surgiu no contexto da Guerra Fria, inicialmente, como um sistema de compartilhamento de dados usado pelos americanos para prever os ataques soviéticos. Desde então, ganhou outro propósito e, hoje, proporciona à sociedade nímios avanços nas áreas da informação e da comunicação. Todavia, apesar de essencial à vida moderna, sua democratização ainda não é uma realidade no Brasil. Logo, torna-se necessário discutir como a desigualdade social e a inacessibilidade do serviço em certas regiões interferem na resolução do impasse.

Diante disso, convém destacar,  a princípio,  a restrição da parcela mais pobre da população ao acesso à internet. Para esse grupo social, as necessidades básicas, como alimentação, são priorizadas devido aos baixos sálarios, de modo que não sobra recursos para pagar planos de dados ou possuir dispositivos eletrônicos que garantam a acessibilidade. Fato que corrobora com o pensamento do geográfo Milton Santos, no qual a concentração de renda impede que a globalização seja contemplada por todos. Dessa forma, enquanto não houver a criação de políticas públicas para minimizar a desigualdade vigente, o problema continuará a afligir considerável parte do povo brasileiro.

Ademais, a escassez de banda larga em algumas regiões, como o norte do país, reforça  a problemática supracitada. Segundo o IBGE, 4,5% dos cidadãos não acessam à rede devido a indisponilidade do serviço nos locais que frequentam. Tal situação decorre do desinteresse das empresas em fixar-se em territórios mais afastados dos grandes centros. Assim, é fundamental reavaliar essa postura, uma vez que essa ferramenta tornou-se  indispensável ao contexto social atual e, portanto, deve contemplar todo o terrítório nacional.

Sendo assim, tendo em vista a importância do acesso à  internet no cenário hodierno, o  governo federal - instância máxima da admistração executiva - deve assegurar sua universalização no Brasil. Essa ação será realizada por meio de convênios com os provedores mediante o incentivo fiscal e subsídios para se estabeleçam nas àreas mais remotas, bem como para que forneçam o serviço gratuíto à população carente já cadastras em políticas nacionais, como o bolsa família. O fito dessa proposta é descentralizar a informação e desenvolver novas formas de comunicação que depois da Guerra Fria devem ser considerados direitos básicos de todos.