O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 21/03/2021
Chegando ao Brasil em 1981, a internet surgiu como a nova forma de divertimento das pessoas. Anos após sua chegada, esta não atingiu seus objetivos, tornando-se uma opção cara e para poucos. Analogamente ao aumento do número de usuários, a internet ainda reúne muitas disparidades sociais e marginalização de uma parte da população. Assim, é fundamental entender sobre estas disparidades e seus efeitos nos indivíduos periféricos do Brasil.
Em uma primeira análise, deve-se considerar as disparidades regionais, já que, segundo o IBGE, a região Sudeste aglutina 20% mais usuários de internet que a Nordeste, concentrando o seu acesso à determinadas partes do país. Outro fator relevante são os preços dos aparatos que fornecem o acesso à internet, isto é, a grande maioria com valores acima de um salário mínimo, renda média das pessoas inclusas nos 20%, valores intensificados pela inoperância governamental.
Desta forma, diante do desamparo e da falta de inclusão, os efeitos sobre esses cidadãos são muitos e aparentemente perenes. Estas pessoas estão expostas ao subdesenvolvimento, ou seja, seus locais de moradia, estudo e trabalho tornam-se obsoletos, além de desqualificar sua mão de obra. Ademais, estão privados de conhecimento e são alvos da perpetuação do analfabetismo digital, perdendo assim, a possibilidade de aprender sobre o mundo digitalizado.
Sendo assim, é premente a intervenção do Estado a fim de reduzir tais disparidades. Ao Ministério da Educação, cabe a construção e manutenção de espaços com livre acesso à internet, oferecendo a estrutura necessária para seu ádito, via Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE, com o intuito de proporcionar acesso às redes pelos menos abastados. Somente assim, pode-se reduzir uma das maiores disparidades do país, o acesso à internet.