O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/03/2021
A Terceira Revolução Industrial proporcionou o advento da tecnologia, modificando as relações previamente conhecidas. Nesse contexto, a Educação a Distancia é viabilizada, a qual permite que aluno e professor estejam em ambientes físicos diferentes. Dessa maneira, a virtualização do ensino no Brasil se desdobra em diversos fatores, seja pela carência de internet por parte da população, seja pela democratização educacional.
Em primeiro lugar, vale salientar que o acesso à tecnologia é primordial para o EaD. Acerca disso, é pertinente trazer a declaração da Organização das Nações Unidas (ONU), a qual reconhece a internet como um direito humano, fundamental ao individuo. No entanto, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas - IBGE-, mais da metade dos brasileiros não tinham acesso á internet em 2013. Tal fato acontece tanto por questões econômicas, quanto por causa de regiões onde tal tecnologia ainda não esta presente. Assim, fica conspícuo que o direito garantido pela ONU não ocorre de modo pleno, o que torna um entrave para o desenvolvimento do ensino remoto no país.
Em segundo lugar, ressalta-se que o artigo 205 da Constituição Federal de 1988 consolidou a educação como um direito de todos, mas não garantiu meios para que o Estado a proporcionasse. Nessa perspectiva, o ensino no Brasil é defasado, visto a dificuldade de acesso a ele. Isso porque diversas pessoas residem em áreas longes de escolas -a exemplo das populações ribeirinhas- ou tem dificuldade de se encaixarem na rotina escolar, seja pelo trabalho, seja pelo aleitamento materno (no caso de mulheres). Logo, percebe-se que o EaD tem potencial de mudar tal cenário e tornar a educação mais democrática, já que minimiza distancias e flexibiliza horário. Portanto , são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.
Para tanto, cabe ao Ministério da Educação (MEC), em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação, possibilitar a compra de equipamentos e contratação de planos de banda larga à população de baixa renda. Isso pode ser realizado por meio de subsídios a esses cidadãos. Ademais,o MEC deve aferir a qualidade do aprendizado remoto de tempos em tempos, por meio da elaboração de avaliações on-line ; garantindo assim um ensino de qualidade a todos. Com a efetivação de tais medidas, a educação no Brasil ganhará novas perspectivas.