O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 26/03/2021

A Terceira Revolução Industrial inaugurou um novo estilo de vida às pessoas. Ocorrida no século XX, foi responsável por diversos avanços tecnológicos que revolucionaram várias áreas da vida cotidiana. Um desses avanços foi a invenção da cyberweb, que possibilita aos seus usuários diversos benefícios, como por exemplo a procura de emprego e a venda de um produto. A falta dela, no entanto, carrega impactos negativos em muitos aspectos da sociedade de um país, dentre os quais, aumenta divergências sociais e contribui para a desproporcionalidade na educação entre classes sociais distintas. Supreendentemente, esse quadro se encaixa na atual situação brasileira, uma vez que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) um em cada quatro brasileiros não tem acesso à internet.

Em primeira análise, a inserção social igualitária nos meios digitais é de suma importância para a concretização dos pilares democráticos, uma vez que possibilita o desenvolvimento da comunidade nacional. Em virtude disso que a Organização das Nações Unidas (ONU), se referindo ao usufruto do ciberespaço, o aponta como de necessidade comunal, determinando-o como um direito fundamental a todo ser humano. A sociedade brasileira, no entanto, contrasta com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, uma vez que uma grande parcela da população não tem acesso à rede virtual, o contexto pandêmico a que se vivencia é um agravante para a situação, dado que resulta na limitação devido as determinações do governo para que os brasileiros permaneçam confinados em suas casas.                          Em segunda análise, a Educação a Distância (EAD), adotada como forma resolutiva pelo governo para continuação do calendário letivo na pandemia, salienta as diferenças entre o sistema de ensino particular com o público. A não democratização da Internet, sobretudo na educação, dificulta o acesso de estudantes mais pobres às universidades. Segundo o Diário Oficial da União, a distribuição do acesso à internet aos alunos de escola pública foi vetada em razão da falta de verbas. É evidente que o jovem para ser bem-sucedido no mercado de trabalho carece de uma boa formação acadêmica.                  Contudo, o veto das autoridades, com base no que foi dito anteriormente, viola a um direito fundamental, além de implicar no futuro do país e dos jovens. Portanto, como resolução das problemáticas vistas, urge que as Prefeituras disponibilizem áreas de acesso público com acesso à internet, através da ambientação fiscalizada (obedecendo as medidas sanitárias estabelecidas) de espaços públicos nas cidades por meio de investimentos governamentais. Como por exemplo, utilizando dinheiro advindos da inserção de uma taxa tributária aos brasileiros com salários acima de certas quantias. Para que assim, o acesso ao espaço virtual aconteça de forma harmônica.