O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/03/2021
O acesso à internet em questão no Brasil
A população do norte brasileiro, e principalmente as famílias que vivem em zonas rurais desta região, não possuem acesso adequado à internet. Em decorrência à essa situação, uma grande parcela desses indivíduos que necessitam deste recurso para uso estudantil e profissional é prejudicada, consequentemente, aumentando a desigualdade regional no Brasil. Além de tudo, as opções de comunicação das mídias e modos de entretenimento se tornam escassos para este grupo.
Ademais, até cidades mais desenvolvidas, como Manaus, o acesso à internet ocorre de forma extremamente precária se comparada à região sudeste quando se fala sobre latência, taxa de download e upload. Um youtuber por exemplo, levaria mais tempo para carregar seus vídeos morando em Borba, Amazônia, do que na grande São Paulo. De acordo com Fabrício Tamusiunas, um dos gerentes da NIC.br, a maior parte da internet desta área não passa de 5MBit por segundo, o que é considerado relativamente baixa. Portanto, trabalhadores e estudantes estão em desvantagens se comparados à moradores de metrópoles, como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, entre outros.
Além disso o número de provedores na área se encontra em pequenos números, isso se deve pela a falta de estrutura das estradas e as grandes distancias até os centros brasileiros. Como consequência, a banda larga nortista acaba sendo compartilhada por um grande número de pessoas, o que frequentemente ocasiona uma enorme oscilação na rede, levando os estudantes a perderem sua conexão durantes suas aulas por exemplo. Entretanto, o maior problema se encontra nas zonas rurais, onde a internet nem é capaz de alcançar, impossibilitando completamente o acesso as redes socias, entretenimento digital, meios de notícias e principalmente ao ensino durante a pandemia.
Desse modo, o governo Brasileiro já lançou o satélite SGDC-1 que divide seu uso, sendo metade de sua operação para fins militares e outra metade para transmissão de internet para localidades afastadas como por exemplo pequenas cidades no meio da Amazônia, porém este instrumento não pode ser utilizado, pois sua autorização foi negada pela Anatel, já que supostamente poderia prejudicar os grandes monopólios de conexão que ocorre no país. Para se aproveitar deste investimento é necessária uma medida parlamentar que force o início da utilização deste recurso, com o a fim de prover internet estável às regiões rurais do Norte brasileiro, desse modo a qualidade de vida nesses territórios se amplificam, e trabalhadores e estudantes podem ter um acesso digno ao seu direito de estudar e trabalhar.