O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 24/03/2021

“Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. No trecho da música “Que país é esse?”, a banda Legião Urbana aponta uma crítica sobre como as pessoas querem ver muito, fazendo pouco, ou até mesmo nada. No artigo 5º da Constituição “Todos são iguais perante a lei […]”, é nítido que todos têm os mesmos direitos, porém há diversas controvérsias espalhadas, como por exemplo: o acesso precário à internet em diversas regiões do nosso país.

A desigualdade social presente no Brasil é de longe o principal motivo para que cerca de 46 milhões de brasileiros não tenham acesso à rede.Um estudo realizado pela IPEA ( Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revela que a falta de acesso à internet atinge principalmente analfabetos, negros, índigenas e pessoas de classe baixa. Em virtude disso, muitos perdem a oportunidade de estudar, o que diante ao cenário atual de pandemia é um problema gravíssimo, visto que muitas escolas abrangem o método de EAD ( Ensino à Distância), ou seja, as aulas são ministradas de forma online.

Ademais, cabe ressaltar que as regiões Norte e Nordeste ficam bem atrás no quesito democratização do acesso virtual. Isso porque, o Norte conta com um difícil acesso devido à zona rural e o Nordeste é afetado pelo alto custo desse serviço. Grande parte dos residentes dessas regiões nem sequer possuem um celular, tablet ou computador, ocasionando nos mais jovens a perda de conteúdo disponibilizado pelos professores, nos mais velhos a falta de conhecimento sobre as notícias, e no geral uma desqualificação acadêmica devido ao pouco aprendizado adquirido.

Faz-se necessário então, que o Ministério da Cidadania juntamente com o Governo do país ofereçam apoio educacional, elaborando projetos para implementação da Internet nessas áreas mais afetadas, de forma gratuita para aqueles que não têm condições e cursos de informática para os poucos aptos. Dessa forma, o caminho para uma sociedade menos desigual já estará sendo trilhado.