O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 26/03/2021
Após um passo importante na história da internet através do envio da primeira mensagem online no ano de 1969, trocada entre Leonard Kleinrock e Bill Duval, essa tecnologia da comunicação sofreu notáveis transformações e em um cenário global é cada vez mais essencial para relações comerciais, acadêmicas e sociais. Todavia ela não difundiu-se igualmente pelo mundo, sobretudo no Brasil, o que pode estar relacionado principalmente à fatores socioeconômicos, tendo como exemplo a desigualdade de renda no país e os altos custos de acesso a essa tecnologia.
Em princípio, vale ressaltar que o Brasil é um dos países onde a internet mais cresce, com aproximadamente 120 milhões de pessoas conectadas, estando em quarto lugar no ranking mundial de acordo com dados do IBGE . No entanto, devido à má distribuição de renda, grande parte da população se encontra restrita dos recursos que ela oferece. Segundo uma pesquisa também divulgada pelo IBGE, no ano de 2020, 47 milhões de brasileiros não possuíam acesso à internet. Um fator que se tornou mais evidente no atual momento de pandemia do Covid-19, na qual essa parcela da população brasileira é a mais prejudicada. De forma a não poder trabalhar remotamente, prosseguir com os estudos via EAD (ensino à distância) e até mesmo se comunicar com familiares distantes. Em decorrência disso a exclusão digital no país apenas tomou uma maior proporção.
Ademais, a questão do alto custo dos serviços de internet está intimamente ligada a disparidade digital nacional, tendo como motivo principal a carga tributária. O que impacta diretamente na elevação dos impostos pagos pela sociedade sobre esse serviço. Conforme uma matéria publicada pela revista “Forbes”, a estimativa é que 20% das pessoas mais pobres no Brasil precisariam usar 8% de sua renda mensal para comprar apenas 1GB de internet. O que exclui grande parte da população do alcance dessa tecnologia, visto que as pessoas pobres no país são numerosas. Assim faz-se necessário que ações sejam desempenhadas para que essa situação seja resolvida.
Com o intuito de solucionar a problemática, cabe as esferas governamentais construirem medidas adequadas para enfrentar as desigualdades de renda, aumentando o salário mínimo e criando políticas de auxílio as pessoas de baixa renda, para consequentemente, promover e gantir igauldade a todos. Cabe também ao Ministério da Tecnologia e das Comunicações reduzirem a taxa de impostos sobre as empresas de telecomunicações, como forma de baratear o preço de acesso ao consumidor. Garantindo dessa forma a inclusão digital.