O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/03/2021
Segundo as ideias apresentadas pela Primeira Lei de Newton (Princípio da Inércia), um corpo permanece em movimento retilíneo uniforme até que uma força atue sobre ele mudando-o de percurso. Por exemplo, como resultado de o governo não fornecer o devido impulso e não agir como força produtiva, o Brasil está como um corpo que se movimenta sem interferências, sem possuir um amplo acesso á internet e sem mudar o trajeto desse impasse. Certamente, as adversidades e obstáculos do acesso á internet no Brasil são assuntos a serem discutidos, principalmente nos quesitos: diferenças de renda entre classes sociais e dificuldades de infraestrutura em regiões remotas.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a diferença de renda da população brasileira é muito desproporcional e colabora para o aumento da segregação econômica do país. Conforme o site Brasil Escola, atualmente, cerca de 49 milhões de pessoas recebem até meio salário mínimo per capita e cerca de 54 milhões de brasileiros não possuem rendimento, esses são considerados pobres. Portanto, é possível determinar que, muitas vezes, um cidadão não tem acesso á internet porque ele também não tem acesso a um eletrônico. Isto é, a falta de recursos impede o indivíduo de conseguir comprar um computacional e através dele, participar do mundo virtual da internet.
Ademais, vale postular que operadoras negam instalações de antenas e ampliações de extensões óticas em regiões afastadas por não considerarem tais localidades rentáveis. Indubitavelmente, essas operadoras estão falhas, pois de acordo com artigo 5º da Constituição, o acesso à internet é, hoje, elemento fundamental para o desenvolvimento pleno da cidadania e para o crescimento profissional de todas as pessoas. À luz dessa perspectiva, é fundamental que haja maior corroboração nas companhias e empresas para que todos os brasileiros, até os mais distantes, sejam incluídos no acesso á rede.
Por conseguinte, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o melhoramento da renda pública e da diferença alarmante entre classes sociais, urge que o Ministério da Cidadania promova, por meio de estratégias e verbas governamentais, o desenvolvimento adequado na primeira infância, integrando ações nas áreas de assistência social, cultura, direitos humanos, educação, justiça e saúde. Do mesmo modo, o Governo deve, através de verbas e levantamentos legais, aumentar os programas públicos de disponibilização de computadores e ampliar as redes de comunicação, assim, expandindo o acesso de conexões às áreas mais remotas e isoladas do Brasil. Enfim, a população será atendida, as regiões com falta de meios conseguirão acesso e o Brasil vigorará conforme a Lei de Newton, recebendo uma força e mudando o percurso para melhor.