O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 30/03/2021
Em 2011 a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que o acesso à internet é um direito humano e deve ser garantido a todos os cidadãos. A despeito disso, em 2018, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25,3% da população brasileira não tinha acesso ao serviço. Essa problemática se dá por muitos motivos, dentre eles, cabe analisar a desigualdade chocante presente no Brasil e a dificuldade de levar infraestrutura devido às estruturas geológicas do país.
Um relatório de desenvolvimento humano realizado pelo Pnud (Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento) em 2017, indica que o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo. Esse dado tem relação direta com o déficit na distribuição de internet, visto que grande parte da população não tem condições financeiras para comprar um aparelho conectado à rede ou um plano de dados móveis. O acesso à internet, que é capaz de dar oportunidades às pessoas que não dispuseram de educação e recursos financeiros, não chega nelas. Isso promove ainda mais a desigualdade e dificulta com que esses cidadãos protestem e tenham sua voz ouvida, já que, atualmente, as redes sociais são os principais meios de comunicação da população.
De acordo com o estudo sobre acesso à internet supracitado, 13,8% das pessoas na região Norte do país não acessam a internet por falta de disponibilidade da região, sendo a maior porcentagem no país. Com isso, torna-se evidente que o relevo de algumas regiões brasileiras, como a Floresta Amazônica, dificulta a disponibilização de infraestrutura para o acesso à rede, tornando o preço para o serviço muito mais elevado e sua qualidade e disponibilidade precárias. Isso contribui para a desigualdade no país e prejudica intensamente os habitantes da região.
Torna-se evidente, portanto, que a desigual destribuição de internet no Brasil é fundada em desafios enraizados na sociedade brasileira e é nociva ao seu povo. Assim sendo, urge que o Governo Federal, invista na educação em zonas menos favorecidas, por meio da construção de escolas de ensino primário, secundário e superior, compra e destribuição de material escolar e contratação de proficionais. Assim haverá uma democratização do ensino e todos os cidadãos terão oportunidades iguais. Ademais, é imperioso que o governo construa uma infraestrutura para disponibilizar internet em regiões de difícil acesso, por meio da construção de postes e tuneis subterrâneos e a instalação de fios, além da manutenção da estrutura. Só assim, o direito ao acesso à internet será garantido para todos os cidadãos brasileiros.