O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 30/03/2021

Devido à pandemia de COVID-19 e à transferência de grande parte do ensino para plataformas virtuais, a desigualdade social, um dos maiores problemas enfrentados pelo Brasil, recebeu um destaque ainda maior. Com o crescente e contínuo aumento da dependência à internet, esse aspecto do país não será esquecido tão cedo.

Há muitos benefícios na implementação de novas tecnologias, especialmente para os jovens. De acordo com o Unicef, eles incluem melhorias na qualidade da educação, acesso a soluções alternativas para problemas diversos, ampliação das opções profissionais e melhor atenção em caso de emergência. Num campo de refugiados no sul do Chade, por exemplo, crianças utilizam smartphones para fazer seus deveres, na falta de uma biblioteca.

Apesar dessas vantagens, porém, o acesso à internet, e principalmente a uma internet de qualidade, é limitado. No Brasil, 42% das famílias não possuem computador. De acordo com a diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Educação, Rosilene Corrêa Lima, grande parte dos brasileiros nem ao menos possui televisão em casa. Durante a transferência do ensino para a modalidade digital, esses fatos foram ignorados, dificultando ainda mais o acesso à educação de crianças e jovens com menos condições e evidenciando as diferenças sociais entre os brasileiros.

Considerando todos os benefícios da maior disponibilização de internet e as desvantagens, tanto sociais quanto econômicas, da limitação da abrangência desses recursos, pode-se concluir que é do interesse do Brasil e de seus cidadãos que sejam adotadas medidas para fazer com que a maior quantidade possível de brasileiros haja acesso a eles e que, como disse Blanca Carazo, diretora do Comitê Espanhol de Programas do Unicef, tomadas essas medidas, é possível se avançar mais depressa no campo da tecnologia.