O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 31/03/2021

“A essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos”. Essa máxima de Hannah Arendt pode ser relacionada com a falta de acessibilidade digital no ambiente sociocultural, já que tal ferramenta representa um direito coletivo dos cidadãos nesse novo cenário mundial. Afinal, é a partir desse artifício que reações como a manutenção da cidadania e a diminuição da discrepância social são equalizadas no Brasil.

Ao analisar a internet como um direito social brasileiro no cenário da terceira revolução industrial, percebe-se que esse mecanismo disponibiliza diversos recursos no processo de socialização que se transformaram fundamentais ao longo do tempo para a interação social entre as pessoas. Logo, o acesso a essa ferramenta já pode ser considerada um direito social a ser exercido por todos os cidadãos na sua vida, sendo a inibição de pessoas a essa plataforma um desserviço a manutenção da cidadania no Brasil. Tal direito é explicitado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, a qual afirma que todo membro da sociedade pode exigir a satisfação dos direitos sociais indispensáveis.

Outrossim, nota-se que a essencialidade de tal inserção também se justifica pela continuidade no processo de graduação das próximas gerações já que o conhecimento é de suma importância para a estabilidade mental e financeira dos indivíduos. Logo, essa questão pode ser aludida a Nelson Mandela, o qual afirmava que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Nesse sentido, a educação aliada a esses recursos tecnológicos representa uma potencial forma de reduzir a desigualdade social brasileira a longo prazo, e consequentemente amenizar as adversidades mundiais, como teorizava Celso Furtado, “Todos os problemas estão atrelados ao subdesenvolvimento, desigualdade e preconceito”, sendo esse meio digital uma forma eficaz de combater os obstáculos sociais.

Portanto, é notório o quanto a democratização do acesso à internet precisa ser estabelecida para o desenvolvimento brasileiro. Por conseguinte, é necessário que o Estado reduza os impostos sobre os aparelhos eletrônicos, por meio da reforma tributária do Governo Federal, a fim de tornar mais acessível o preço desses dispositivos. Nesse âmbito, se faz essencial que a Escola aumente seu incentivo à indústria digital, por intermédio de aulas focadas no universo informático, com o objetivo de aperfeiçoamento do indivíduo na esfera digital. Assim, as gerações vindouras desfrutarão de um mundo diferente do atual.