O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/04/2021
A pandemia do Coranavírus iniciada em março de 2020 no Brasil, trouxe diversas mudanças no cenário econômico, político e social do país, uma vez que a população teve que se manter em isolamento para conter o avanço da doença, e por isso, o EAD (estudo a distância) e o “Home office” (trabalho de casa) tornaram aliados fortes para a sociedade. No entanto, é invegável afirmar que o acesso a internet de qualidade é ainda muito restrito a certas parcelas dos habitantes, o que torna ainda mais difícil o enfrentamento do contexto atual pois o ingresso a rede comunicativa é de suma importância para os afazeres a distância. Dessa forma, observa-se uma falha do poder público, que pouco assume responsabilidade no acesso a uma internet qualificada, e uma falta de participação ativa das organizações sociais, que fazem poucos projetos vinculados ao acesso efetivo.
Em primeira análise, pode-se ressaltar a negligência do Estado, que se isenta da responsabilidade em tentar diminuir as disparidades socio-econômicas, principalmente no contexto tão delicado atual. Seguindo essa linha de raciocínio, de acordo com o jornalista Gilberto Dimenstein, os indivíduos são considerados “Cidadãos de Papel”, visto que desfrutam de uma cidadania aparente e limitada ao âmbito teórico. Essa análise pode ser aplicada ao assunto abordado pois o Governo não assegura os direitos estabelecidos na Contituição Federal, quando não garante que toda a poulção brasileira tenha acesso efetivo e qualificado à alguns meios tecnólogicos necessários, como internet e computadores. Assim, isso causa exclusão dos habitantes mais carentes, que não conseguem acompanhar aula EAD, e nem trabalhar a distância.
Em segunda análise, destaca-se uma falta de participação efetiva das organizações sociais, que fazem poucos projetos nos locais mais carentes do país. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Pico Della Mirandola, as particularidades de cada indivíduo devem ser respeitadas, a fim de garantir a sua dignidade em âmbito social. Esse pensamento é aplicável ao problema discutido pois a população com condição financeira mais baixa está sendo cruelmente excluída, uma vez que as suas especificidades não estão sendo levadas em consideração.
Em suma, conclui-se que medidas devem ser tomadas para alterar o cenário atual. Por isso, o Ministério da Educação deve disponibilizar verbas suficientes, por meio do melhor direcionamento dos impostos recolhidos, para o investimento de computadores e internet nos locais mais carentes, a fim de que a população tenha acesso a esse meios. Ademais, ONGs relacionadas às famílias devem disonibilizar por meio de revezamento, pessoas voluntariadas que ajudam e ensinam como mexer nos meios tecnológicos, a fim de que essas pessoas sejam melhor acessoradas e incluídas socialmente.