O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 28/04/2021

O conflito envolvendo a restrição à internet não é recente: ainda no século XX, a rede de computadores operada na 2ª Guerra Mundial destinou-se a aplicações das classes dominantes, visto que essa tecnologia é de alto custo. Similarmente aos dias atuais, o Brasil também lida com a barreira de exclusão digital, gerando alienação dos indivíduos e desigualdade social e, por isso, demanda intervenções. Ademais, é imperioso ressaltar as principais motivações para tal problemática: a ausência de políticas coletivas pelo poder público e o seu comodismo temendo a contestação da realidade.

Antes de mais nada, convém ressaltar que o desamparo presente no acesso a rede por parte das autoridades encontra-se como um dos principais fatores para a superação do empasse. Outrossim, segundo a filósofa Hannah Arendt, a cidadania se consolida pela busca aos direitos sociais. De maneira similar, é um direito dos cidadãos possuir os benefícios da internet (como o conhecimento e socialização) tornando-se uma necessidade moderna, uma vez que a atualidade está interligada às tecnologias. Logo, é preciso que esse cenário mude.

Além disso, existe no panorama brasileiro inércia quanto a socialização das tecnologias comunicativas de origem virtual, isso se deve ao fato de que elas possibilitam ao indivíduo liberdade de expressão, o que cria inseguridade ao governo. Nesse viés ocultam-se as opiniões, indubitavelmente esse foi um artifício usado na Ditatura Militar da década de 60, quando a repressão política restringiu os assuntos associados a mídia na tentativa de esconder os detrimentos governamentais. Dessa forma, o desprezo no uso a internet influencia na estagnação dos pontos de vista de todo o corpo social.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas a fim de se coibir o problema discorrido. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania elaborar projetos sociais a fim de conceder redes de ‘‘Wi-fi’’ e computadores, por meio da criação de ‘’lan houses’’ e ‘‘cyber cafés’’ em comunidades carentes. Com isso, toda a população brasileira terá livre acesso as redes cibernéticas.