O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 04/05/2021
No filme " A rede social", David Fincher nos aprensenta como foi o processo de criação do Facebook, se tornando o maior meio de interação social via internet do mundo, o que facilitou a comunicação e convívio virtual entre pessoas de diversos lugares. Em contraponto ao filme, no Brasil o ingresso nessas comunidades virtuais se torna algo impossível para uma camada da população que por sua condição econômica ou posição geográfica não pode ter acesso as redes desse meio. Dessa forma, é mister discutir formas para tornar a utilização da internet mais democrática e os custos de equipamentos digitais mais acessíveis as classes desfavorecidas.
Em primeira análise, segundo o Institudo Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 46 milhões de brasileiros não tem acesso à internet, dentre estes, as causas mais comuns são os altos preços dos equipamentos eletrônicos, a impossibilidade de pagar por pacotes de dados ou a falta de sinal de rede na localidade em que residem. Logo, a exclução tecnológica é causada principalmente pela falta de recursos em adquirir equipamentos ou pacote de serviços, sendo este um reflexo da desigualdade social presente na sociedade brasileira. Assim como, demostra o retrato do total descaso do Governo Federal em demostrar interesse em assuntos relacionados a lazer e diverção dessas camadas sociais.
Ademais, existem também as localides rurais ou fora dos grandes centros urbanos onde as redes de internet não chegam de modo acessível à todos. Dessa forma, quando o acesso não é irrestrito, são cobrados preços absurdos pela distribução de sinal de baixa qualidade, como por exemplo a internet via satélite. Mais uma vez, provando que o nível de favorecimento depende da localidade onde o indivíduo mora ou da classe social em que se inclui. A urgente necessidade de melhora, se faz lembrar nos versos da música “Comida” dos Titãs: “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”.
Portanto, urge a necessidade do Gorverno Federal em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação; facilitar o acesso à internet as classes sociais menos favorecidas, por meio de programas para reduzir a tributação sobre produtos eletrônicos e serviços relacionados a rede, de modo a diminuir seus preços. Outrossim, deve-se criar centros de “wi-fi grátis”, em comunidades carentes e cidades de interior, a fim de democratizar a integração social de todas as classes sociais e assim assumir que diversão, informação e arte também são serviços fundamentais a sociedade brasileira.