O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 13/05/2021

“Muita informação não significa muita sabedoria”. Isso é o que diz a frase do sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Porém, observando a realidade brasileira, que se encontra no meio de uma pandemia global e o ensino de crianças, jovens e adultos sendo realizado através da educação a distância (EAD), as informações tornam-se cada vez mais necessárias e, infelizmente, mais raras.

Dados mostram que 42% dos lares não tem computador, e que cerca de 63,4 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Com a desigualdade tão perceptível em nosso território, questiona-se se é possível um acesso mais equitativo a todos. Além disso, ainda se lida com o fato de a internet servir para diversas outras coisas do cotidiano além do estudo, desde apresentar uma nova receita até interações com amigos e familiares, o que possibilita melhora na saúde física e mental do ser humano, cada vez mais precária. Diante de tais fatos, pode-se constatar que a muito a internet vem se tornando um direito humano, e, assim sendo, são necessárias medidas que visem frear o problema de falta de acesso a tal.

Portanto, empresas de tecnologia deverão promover estratégias de mercado para que mais pessoas tomem conhecimento de seu serviço, além de investirem mais nesta área, aumentando assim a concorrência entre si e consequentemente diminuindo os preços, gerando mais possibilidades para a população. Além disso, o Ministério da Educação deverá criar um projeto de lei a ser enviado à Câmara dos Deputados para ser votado e posteriormente entrar em vigor. Neste projeto irá constar que se deve aumentar o número de computadores com acesso à internet em escolas e bibliotecas para que mais estudantes possam usufruir deste bem, pois, como citou Epicteto, importante filósofo grego, “só a educação liberta”. Com tais medidas, é possível que o impasse seja resolvido e a educação, saúde, bem estar e lazer dos brasileiros seja melhorada.