O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 31/05/2021

Em âmbito nacional, muitas perspectivas paradoxais têm sido defendidas acerca do desafio de se combater a exclusão digital. Nesse viés, enquanto o senso comum se limita a apontar responsáveis e exigir mudanças, teóricos das ciências sociais alertam a urgência de posturas coesas e um maior engajamento social acerca dessa realidade. De fato, é necessário enfatizar o pensamento de Albert Einstein, quando afirma que “tornou-se aterradoramente óbvio que a tecnologia ultrapassou a humanidade”.

A princípio, cabe destacar a necessidade de se avaliar práticas e ideologias em torno da integração digital no Brasil. Nessa direção, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente 56% das residências urbanas possuem acesso a internet, esse percentual se torna ainda mais agravante em regiões de carência e zonas rurais. Nesse sentido, deve-se admitir a baixa eficiência de iniciativas publicitárias que, apesar de relevantes, não conseguem cumprir o papel de conscientizar a sociedade sobre os fatores da exclusão digital no país.

Além disso, não se pode negligenciar o fato de que os fatores por trás da exclusão digital permeiam outras diversas temáticas, como a desigualdade social. Nesse sentido, segundo o Instituto de Tecnologia e Sociedade, nos últimos anos a desconformidade econômica vem em um crescimento exponencial e acarreta na menor integração cibernética, tendo em vista que famílias que mal conseguem se alimentar diariamente, não se importam em estarem conectadas a rede. De fato, pode-se asseverar que a internet foi um dos maiores avanços da historia da humanidade, mas à medida que conecta pessoas, excluí cada vez mais as que não têm acesso à ela.

Em suma, considerando a complexidade e abrangência dessa temática, torna-se imprescindível a atuação pública. Portanto, o Poder Executivo, por intermédio de programas tecnológicos, necessita combater a desigualdade virtual, fornecendo condições para que todas acessem a internet, com o intuito de prover a inclusão digital. De fato, sem antes combater seus fatores, não se pode exigir uma sociedade conectada.