O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os necessariamente possuem uma mesma igualdade, além de direitos e deveres iguais. No entanto, é notório que no Brasil, as pessoas com baixa renda compõem um grupo altamente desfavorecido no que tange ao processo de se conviver in igualdade, haja vista que, o país enfrenta uma série de impedimentos para atender a essa demanda. Sob esse vislumbre, é fulcral anuir que muitos dos cidadãos ainda não desfrutam do acesso à internet no território brasileiro e isso representa um grave problema no meio social. Logo, é imperativo uma indagação enfatizando a desigualdade econômica e o descaso do Governo como fatores do imbróglio.

Em primeira instância, é mister assentir que o acesso à internet é determinado pela condição financeira do indivíduo, tendo em vista que, para desfrutar dela, é necessário que a pessoa pague por isso. Nesse contexto, é indubitável considerar uma demasiada influência da Indústria Cultural na disponibilidade da rede entre uma população brasileira, uma vez que ela atua massificando, ou seja, transformando a internet em um produto para gerar apenas lucro, sem se importar que uma parte dos brasileiros será excluído nenhum processo, devido a falta de orçamento para adquirir esse serviço. Desse modo, é notório que os menos afortunados correspondentes ao grupo mais desfavorecido, pois é fatídico viver em um país no qual o dinheiro é o único meio de dispor dos benefícios hodiernos.

Em segunda análise, é imprescindível admitir que falta de acesso à internet entre 25% dos brasileiro - de acordo com a pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - é motivada também pela inoperância estatal tendo, em vista que mesmo. do panorâma hodierno, o Estado não realiza nenhuma ação para mitigar o empecilho, além de ignorar seu dever de manter o bem-estar social. Dessa forma, o Governo se configura enquanto “Instituição Zumbi”, definida pelo sociólogo Zygmunt Bauman, como uma instituição que mantém sua forma, todavia, não exerce mais suas funções. Portanto, impende uma mudança no cenário abjeto atual, começando pelo poder público assumindo sua responsabilidade com a sociedade brasileira.

Dessarte, para corroborar a visão de São Tomás de Aquino e garantir a equidade entre os brasileiros, urge que o Governo, enquanto instância máxima da administração executiva, auxilie socialmente os menos afortunado, promovendo o acesso à benefício que lhe são negados no meio social , por meio de um amplo investimento e desenvolvimento de parcerias com outras empresas a fim de tornar acessível os produtos do mercado, como a internet. Dessa forma, efetuando sua obrigação de manter o bem-estar coletivo e tornando o país um lugar menos desigual para as pessoas com condições financeiras distintas.