O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2021

Em pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 havia 39,8 milhões de pessoas no Brasil sem acesso à internet. É notório que o mundo digital trouxe facilidades e comodidades para a comunicação e troca de informações, contudo, muitas pessoas não desfrutam dessa tecnologia. Nesse sentido, é imprescindível discutirmos a necessidade da democratização ao acesso da internet, melhorando a infraestrutura em pequenas cidades e o ensino com seu uso nas escolas.

É relevante abordar, primeiramente, a discrepância de investimento estrutural em diversas áreas do Brasil, tendo preferência as regiões do centro-sul, com localidades menores e afastadas não tendo visibilidade na qeustão. Isso fica claro segundo o levantamento da Cetic, departamento do Comitê Gestor de Internet, que aponta 67% dos domicílios brasileiros com conexão, porém, em áreas rurais o número cai para 44% dos lares. Desse modo, é preciso estabelecer um padrão de investimentos nos demais locais para diminuir essa desigualdade digital.

Além disso, a falta de internet nas escolas prejudica a complementação das aulas do falho sistema de ensino brasileiro. Segundo o Datafolha, 29% das escolas públicas não possuem conexão de internet, e outras 55% possuem de péssima qualidade. Logo, é essencial que aumente o número de instituíções com acesso a banda larga, pois é a principal aliada na comunicação de professores e alunos, unindo a escrita, a fala e a imagem com rapidez e maior interação.

Portanto, o Ministério das Comunicações deve realizar um mapeamento das localidades onde enfrentam a falta de distribuíção de internet, por meio da contrução de postos com antenas de sinais gratuitos, com a ajuda de voluntários inscritos através de programas sociais. Espera-se, com isso, democratizar o acesso ao mundo virtual, diminuindo as desigualdades pela falta de disponibilidade do acesso digital no Brasil.