O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2021

Criada no século XX para auxiliar a comunicação militar durante a Guerra Fria, a internet passou por diversas transformações, se tornando uma das principais formas de propagação de informações, por meio de textos, vídeos, mensagens de textos, entre outras. Portanto, tais funcionalidades tão relevantes no mundo globalizado não possuem abrangência democratizada no nosso país, seja pelas limitações territoriais existentes, como também pelo elevado custo dos serviços de banda larga. Sendo assim, é de suma importância analisar o porquê da pertinência da problemática mencionada.

Em primeira análise, é conveniente falar sobre a dificuldade de tornar abrangente a rede de acesso à internet no Brasil. O extenso território nacional é carente de uma distribuição fixa a esse recurso, consequência das limitações naturais da flora, assim como, da baixa densidade demográfica do país em sua maior parte. Aliados, ambos os fatores impedem o investimento de empresas de telecomunicações na ampliação de suas áreas de distribuição, o que resulta em uma considerável parcela da população à deriva dos inumeráveis benefícios possibilitados por essa tecnologia da informação.

Em segunda análise, é de extrema relevância considerar que o valor cobrado pelos serviços de comunicação de acesso à internet não é favorável com a realidade do poder aquisitivo de grande parte da população. Desse modo, por não se tratar de uma necessidade indispensável à vida, como alimentação e higienização, o investimento em serviços de banda larga é colocado em segundo plano, o que configura um vasto cenário de exclusão digital. Nesse contexto, há um decorrente desconhecimento das novas oportunidades condicionadas pelo uso da internet, tanto no que tange o campo da educação e qualificação profissional quanto no que diz respeito às facilitações da comunicação pessoal com o corpo social.

Diante dos fatos mencionados é, portanto, imprescindível a tomada de ações para amenizar tal desigualdade de acesso à internet. Sendo assim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promover programas de incentivos fiscais - reduzindo a taxa de impostos à empresas de telecomunicações - para que expandem suas áreas de cobertura às regiões no interior do país e, para que ofereçam descontos e isenções em planos de internet a famílias cadastradas em programas governamentais como o Bolsa Família. Com tais medidas, é de se esperar que o papel globalizador da rede mundial de computadores seja reproduzido no Brasil.