O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/06/2021

Criada durante a Guerra Fria pelos estadunidenses, a internet ampliou seu objetivo de comunicação e informação, indispensável no século XXI. Embora possua essa importância, é perceptível o limitado acesso a cibercultura, prejudicando assim, o ensino EAD e a economia local. Sendo assim, é imprescindível a análise e a resolução desses entraves para o acesso igualitário da web para os brasileiros.

Pimeiramente, é válido destacar que a ausência de internet impossibilita a qualidade do aprendizado. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito de todos, contudo, na caótica atualidade pandêmica torna-se indicador de desigualdade social, ou seja, com as escolas fechadas, aqueles com maior disponibilidade para assistir aulas são os que possuem melhores recursos e logo, melhor aprendizado. Sob essa ótica é nítido a ineficácia desse direito em virtude da falta de comprometimento do Estado em garantir internet, assim é inegável afirmar que com a democratização da web, também haverá a democratização do saber.

Paralelo a isso, é relevante pontuar o malefício de não se adequar a nova dinâmica comercial. Conforme o filósofo e economista britânico Adam Smith, defendia que a lei da concorrência é uma das bases para o liberalismo econômico. Nesta analogia, para estar a frente da concorrência é necessário a difusão de criatividades logísticas e sua velocidade na propagação, isto é, usar as redes sociais como comerciais de baixo custo. Desta forma, o mercado digital estimulria a economia local  e reduziria os riscos de desemprego, uma vez que os pontos comerciais possivelmente aumentarão suas vendas e consequentemente o número de funcionários devido a super exposição dos seus produtos, graças a internet.

Fica esclarecido, portanto, a importância de medidas para o acesso a internet para toda a população brasileira. Nessa lógica é imperativo que o Estado promova campanhas para igualdade do cyberespaço, por meio de programas que garantam descontos para o uso comercial e outro com o uso gratuito para estudantes. Além disso, o Estado também poderia fazer parcerias com operadoras de celular para que o projeto seja desfrutado de qualquer lugar, com intuito de livrar a sociedade das sombras do limitado e leva-la para o conhecimento e progresso.