O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 19/07/2021
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, que surge a partir da década de 1970, modificou as relações interpessais e econômicas, ao ponto de ser um requisito para inclusão social. Além disso, para vivenciar a atualidade por completo, é impressindível o acesso à internet, que, no entanto, ainda não é uma realidade para todos - por motivos de infraestrutura e capacitação, as quais originam segregações.
Nesse contexto, em primeira análise, é necessário um aparato técnico que permita o acesso à rede. Dado que a “Sociedade da Informação”, como define o sociólogo espanhol Manuel Castellis, é moldada por um ambiente de dados, o qual regem as relações - seja no ambiente privado, público ou mercadológico. Todavia, o acesso não é equânime, devido às limitações socioespaciais e cognitivas . Assim, depende-se de uma infraestrutura - como computadores e a própria conexão - e de uma capacitação para o acesso à essas informações.
Por conseguinte, em segunda análise, ocorre uma marginalização de acesso a bens e serviços. Conforme já alertava o geógrafo brasileiro, Milton Santos, em seu conceito de globalização perversa, cujo ambiente capitalista promotor de inovações tecnologicas também causa exclusão. Afinal, uma parcela significativa da sociedade está alienada do consumo de bens culturais, oportunidades de emprego e até mesmo da acessível compreensão dos seus direitos, por estar distante do ambiente virtual. Dessa forma, por não usufruir da rede, o exercício da cidadania não é pleno - vide as carências que surgem a partir daquilo.
Portanto, é imperioso combater a dificuldade de acesso à internet, pois promove segregação. Diante disso, é dever do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações realizar uma campanha nacional para implementar uma infraestrutura que permita a conexão em rede, a fim de reduzir a exclusão socioespacial. Tal medida será realizada por intermédio de uma reserva de receita governamental , voltada para a compra de equipamentos e a construção de postos de capacitação. Por fim, em especial, será feito uma pesquisa, que identificará as carências municipais a serem corrigidas.