O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 31/07/2021
O longa-metragem “O menino que descobriu o vento”, lançado em 2019, é um romance baseado em fatos reais que conta a realidade da fome na África e relata como o garoto William, por meio do aceso a educação atrelado a tecnologia, cria um moinho capaz de gerar energia elétrica pra sua comunidade, mudando a realidade social da região. Paralelo a isso, as redes de comunicação atualmente são facilitadoras das atividades cotidianas, a internet em especial transformou os meios de comprar e venda além de promover o Ensino a Distância, por exemplo. Porém, o acesso as facilidades das novas tecnologias é unilateral, inviabilizando que está seja um agente transformador para todos. Sendo assim, é necessário analisar o acesso à internet no Brasil.
Em primeiro lugar, é preciso observar a questão de maneira pragmática. O escritor Leonardo Boff em seu livro “A águia e a galinha” destaca que os olhos veem somente onde os pés pisam. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que é inviável gozar das facilidades tecnologias sem ter acesso a ela, portanto, é primordial garanti-lo, conforme assegura a Organização das Nações Unidas (ONU) ao adicionar o acesso a internet um dos diretos humanos. Portanto, privar o indivíduo digitalmente é ser contrário aos diretos básicos do cidadão e excluí-lo de grande parte das ações atuais.
Ademais, a questão deve ser analisada por um prisma governamental. Segundo o filósofo Michel Foucault, a função do Estado é maximizar o bem-estar da população. Sob tal ótica, observa-se que é dever da união sanar a exclusão digital, seja ela estrutural-aquela que o indivíduo não possui condições materiais como o próprio computador- e principalmente a cognitiva- onde é necessário a capacidade intelectual para a utilização. Sendo assim, o aceso à internet precisa ser democratizado de forma interdisciplinar para que desse modo seja capaz de abranger a pluralidade social brasileira.
Logo, afim de possibilitar histórias transformadoras semelhantes ao caso documentado no filme, o aceso a internet em conjunto com a educação deve ser ampliado. Para tanto, é dever do Estado, na figura do Ministério da Educação (MEC) disponibilizar chips gratuitamente distribuídos pelas universidades públicas de cada região para os alunos da instituição e ao público em geral, com o objetivo de utilizar a internet de maneira proveitosa para a população, além disso, o Governo deve oferecer salas de informática nas biblioteca pública para aqueles que não possui computador ou smartphone em casa utilize de forma gratuita. Outrossim, a escola, em conjunto com alunos e profissionais da área da informática deve atender a comunidades através de ligações e mensagens dando o suporte necessário aos aprendizes. E por fim, desse modo, por meio do acesso em conjunto com a educação, a internet torna-se grande aliada do bem-estar brasileiro.