O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 11/08/2021

Theodor Adorno, em sua obra “Dialética do Esclarecimento”, propõe um projeto de libertação do homem da opressão e da massificação, por meio de uma ampla formação humanística. Para o filósofo alemão, o homem deve caminhar na direção de uma consciência crítica baseada na dignidade e no respeito às diferenças. Diante dessa perspectiva na análise da conjuntura atual, tem-se o acesso à internet em questão no Brasil, o que evidencia a constante desigualdade social na utilização do meio cibernético.

Em primeira análise, analogamente ao legado deixado pelo geógrafo Milton Santos, o meio técnico-científico-inromacional, houve uma maior consolidação do processo de globalização. Dessa maneira, a partir da união entre a ciência e técnica, efetuou-se melhorias e avanços em tecnologias, como a mecanização. Consequentemente, a munidalização do acesso a internet realizou-se, garantindo oportunidade de contato entre pessoas de diversos países de maneira mais rápída por meio do ambiente cibernético.

Contudo,  segundo o site “mundo educação”, 42% dos lares brasileiros não possuem computador, o que evidencia grande desigualdade social. Outrossim, problemas como dificuldade de acesso ao estudo por meio do ambiente cibernético, durante a pandemia do vírus covid-19 em ambientes que não possuem internet, são evidentes. Por conseguinte, sem o garantimento da distribuição igual das tecnologias informadas, haverá violação ao artigo 6° da Carta Magna de 1988, que dispõe sobre direitos sociais, dentre eles está incluso o direito à educação, que não será efetivo.

Feita essa análise, fica evidente a necessidade de ações promotoras do bem-estar coletivo. Sendo assim, é imprescindível que o Ministério da Educação, como instrumento de metamorfose social, atue com palestras e debates acerca da importância do acesso ao uso do ambiente cibernético de maneira igualitária, conjuntamente a escolas e associações de bairro, de moro a garantir maior consciêntização com a problemática analisada. Somente assim poderemos seguir os preceitos deixados por Adorno, caminhando para a garantia de uma sociedade com maior dignidade e acesso equitativo à internet no Brasil.