O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Desde a antiguidade, a humanidade possui um importante fator determinante no desenvolvimento: a comunicação. Sob esse viés, hoje, mediante a Revolução Tecnológica, têm-se extrema rapidez e facilidade para comunicar-se por meio da internet, a qual, infelizmente, possui disponibilidade seletiva. É necessário, portanto, analisar o acesso à internet em questão no Brasil, haja vista a desigualdade vigente e que determina quem é beneficiado com esse recurso tecnológico.
A princípio, a internet têm sido fundamental para o acesso à educação no período de pandemia. De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que todos tenham acesso à internet, haja vista a diversidade de oportunidades no âmbito estudantil que ela proporciona. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, tendo em vista que nesse período, cerca de 4,8 milhões de crianças e adolescentes não tiveram acesso à internet, segundo a Fundação das Nações Unidas para a Educação (UNICEF). Portanto, é inadimissível a ineficácia do governo em não defender as garantias basicas da população verde e amarela.
Ademais, esse recurso tecnológico tornou-se indispensável nos últimos tempos, sendo o principal veículo de informações e de comunicação da atualidade. Desse modo, a internet promove oportunidades de emprego, marketing por meio das redes sociais, cursos técnicos e profissionalizantes, informações acerca de editais de conscursos e de vestibulares e outros tantos benefícios. Diante disso, ter acesso à internet é fundamental à melhoria da sociedade brasileira, que segundo o Índice de Gini, está entre as dez Nações mais desiguais do mundo. Dessa forma, ter acesso à internet poderia contribuir para diminuição da disparidade socioeconômica vigente, a qual exclui uma grande parcela da população, em evidência as minorias, de oportunidades.
Diante dos fatos supracitados, conclui-se que medidas são necessárias para que haja acesso à internet de forma democrática no Brasil. Logo, urge que o governo, por meio do ministério da comunicação (Mcom), promova a inclusão tecnológica à população brasileira. Para que isso ocorra, deve-se efetuar um levantamento, dentre as famílias inseridas no Cadastro Único, para identificar as que carecem de internet, para que haja a disponibilização de modens de internet, mediante a contratos de duração de um ano. Dessa forma, a população obterá maiores oportunidades de inserção no mundo digital e mudanças quanto a disparidade socioeconômica vigente na sociedade brasileira e retratada no Índice de Gini.