O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 09/10/2021
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a internet é um direito do século XXI. Entretanto, infelizmente, no Brasil, o acesso a esse mecanismo tecnológico não é democrático a todos os cidadãos. Com isso, observa-se um delicado problema que precisa ser revertido atuando, mormente, na desigualdade de renda e por consequência na falta de conhecimento.
Dessa forma, de início, é preciso destacar disparidade socioeconômica como causador do problema. Sobre isso, segundo o artigo 3º da Constituição Federal de 1988, o Estado tem o dever de erradicar a pobreza e as desigualdades sociais e regionais no país. A situação econômica da sociedade brasileira, porém, vai de encontro com os deveres do governo previstos na Carta Magna, pois, com a pandemia do coronavírus, houve um aumento na inflação e no desemprego. Logo, esse cenário impede que a internet seja um direito, já que os cidadãos de baixa a deixam como último plano, priorizando subsídios básicos, como o alimento.
Por conseguinte, diante desse cenário desafiador, a busca pelo conhecimento torna-se cada dia mais difícil para os indivíduos menos favorecidos economicamente. Isso, visto que a internet, atualmente, é a principal ferramenta de pesquisa para obter informações. Diante disso, tal cenário de desigualdade contrária o filósofo Arthur Schopenhauer, defensor de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Assim, é imprescindível fornecer conhecimento e a informação, por meio da internet, a fim que a alienação diminua, garantido a liberdade.
Portanto, é indispensável amenizar o quadro atual. Para isso, o Ministério da Economia – responsável pelo planejamento de custos e controle orçamentário do governo – deve construir, por meio de verbas governamentais, o projeto “Bolsa Informática” – onde os cidadãos de baixa renda terão acesso às salas que possuirão rede Wi-Fi e a computadores. Desse modo, os indivíduos menos favorecidos economicamente poderão ter acesso igualitário à internet, assim como os que possuem essa rede em suas casas, garantido o conhecimento. Só então a internet será realmente um direito do século XXI, conforme a ONU afirma.