O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 19/09/2021

A Terceira Revolução Industrial promoveu mudanças no meio técnico-informacional devido ao surgimento e à popularização da internet. Do contexto histórico à realidade brasileira, percebe-se, no entanto, que as camadas sociais mais baixas da sociedade ainda não usufruem esse “ciberespaço”. Isso ocorre seja pela desigualdade social vigente no país, seja pela imobilidade do povo. Dessa forma, é necessário que essa chaga social seja resolvida, a fim de que o acesso à internet esteja disponível para toda população brasileira.

Sob essa perspectiva, é válido citar que as discrepâncias sociais contribuem para dificultar a democratização do acesso à internet. Segundo o filósofo Aristóteles, “O homem é essencialmente egoísta.” Assim, infere-se que o ser humano preocupa-se apenas com seu próprio benefício e prazer, não se importando com a situação do próximo. Esse fato pode ser observado na pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a qual demonstrou que “O Brasil é o nono país mais desigual do mundo.” Desse modo, a desigualdade brasílica encontra suas raízes na natureza do homem, que, movido por suas ganâncias, visa adquirir mais riqueza, enquanto as classes sociais mais baixas vivem uma situação segregacionista. Dessa maneira, é imprescindível que, para a refutação do pensador grego, essa problemática seja revertida.

Ademais, a falta de ação social contribui para a perpetuação do fenômeno antidemocrático tecnológico observado. Conforme a filósofa Simone de Beauvoir, “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.” Essa afirmação permite concluir que a desigualdade do acesso à internet tornou-se tão comum que o povo habituou-se a ela, prolongando o fenômeno devido à falta de ação social. Isso pode ser comprovado na frase do escritor Lima Barreto, o qual afirma que “O Brasil não tem povo, tem público.” Dessa forma, depreende-se que a imobilidade dos habitantes brasilianos é uma característica negativa marcante que colabora para a amplificação da mazela social observada.  Dessa maneira, esse panorama urge ser solucionado para que o conceito da filósofa e do autor sejam contestados.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para solucionar a problemática desigual em questão. Logo, o Ministério da Economia deve realizar a ditribuição - com a devida segurança - de computadores nas áreas afastadas da cidade, bem como a instalação de internet sem fio nessas áreas, por meio da canalização de recursos e da doação - de aparelhos ou de recursos monetários - dos moradores dessas regiões. Consequentemente, o número de usuários conectados na rede aumentará e a inovação proposta pela Terceira Revolução Industrial concretizar-se-á.