O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/09/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar na sociedade. Entretanto,  o acesso à internet no Brasil, gera um contratempo no EaD (ensino a distância), pelo fato de não ser acessível a população.

Em primeiro lugar, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater a desigualdade, pois o acesso à internet pode marcar a diferença entre a exclusão social e a igualdade de oportunidades. Diante dessa perspectiva, com aulas on-line a educação pública ignora que 42% das casas não têm computador, segundo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, gerando uma desigualdade  na educação pela falta de materiais necessários para alunos e professores. Nesse sentido, essa declaração, segundo John Locke, configura-se como uma violação do ‘contrato social’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir aos cidadãos direitos indispensáveis, como a educação, o que é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o aumento dos preços da internet e equipamentos tecnológicos como impulsionador da desigualdade no Brasil. Diante de tal exposto, com a falta de verba para escolas, não é possível disponibilizar materiais básicos de EaD aos educadores e alunos, tonando a analfabetização mais propícia. Logo, é inadimissível que o cenário continue.

Contudo, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, proponha uma diminuição de preços sobre produtos de tecnologia e distribuição tablets aos alunos e professores, com o fim de tornar a educação um meio de fácil acesso, diminuindo o índice de analfabetismo causado no EaD e a desigualdade educacional. Assim, se consolidará uma sociedade em que o Estado desenha seu ‘contrato social’, como afirma John Locke.