O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 28/10/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também para o país que, atualmente, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como o acesso à internet para o povo. Esse panorama ainda vigente é atestado decorrente de uma vasta negligência governamental agregada de uma intensa banalização pública.
A princípio, ressalta-se que descaso por parte do Governo reflete diretamente na temática, visto que, segundo filósofo contratualista Thomas Hobbes, o Estado foi criado para assegurar os direitos humanos, eliminar as desigualdades e promover a coesão social. Entretando, tal teoria não se corrobora na sociedade contemporânea, devido à falta de preocupação dos governantes em disponibilizar verbas para adquirir tecnologias que sejam gratuitas, tendendo assim, diminuir a desigualdade social entre os povos.
Ademais, outro ponto que merece atenção é a banalização pública, isso por que de acordo com pesquisas do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de cidadãos sem acesso às redes sociais em 2019 era de quase 40 milhões de pessoas. Sob esse viés, com a pandemia da Covid-19, em 2020, tal perspectiva ficou mais nítida, uma vez que as principais informações eram transmitidas através da internet e as escolas funcionaram mediante ao EaD (ensino a distância), prejudicando os que não usufruem do acesso à esses meios.
Portanto, é de indubitável importância que o Governo Federal, numa ação conjunta com a Câmara dos Deputados, Ministério da Cidadania e Educação, os colégios e a população geral promova políticas públicas eficazes, por meio da liberação de verbas para a aquisição de computadores, celulares e tablets, os quais auxiliem os cidadãos de baixa renda em seus empregos e escolas. Bem como, no sancionamento de leis, as quais garantam que em todo instituto de ensino/trabalho hajam tecnologias à disposição, visando a disseminação do ead, do trabalho em casa, etc, e no cumprimento da adaptação feita na bandeira nacional.