O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 16/10/2021
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, as pedras enfrentadas pelos homens em sua trajetória. Fora do poema, a questão dos desafios no acesso à internet no Brasil vem se tornando um grande obstáculo na vida dos cidadãos. Mediante isso, questões como a desigualdade social e a falta de participação governamental são fatores que participam do problema.
Primeiramente, é importante ressaltar que as dificuldades econômicas enfrentadas pelos indivíduos tende a ocasionar uma grande consequência, a exclusão social. No filme “Divergente”, a sociedade é dividida em facções de acordo com o que cada um pode oferecer e possui como habilidade e, caso não se encaixa em nenhuma delas, são excluídos e chamados de “sem facção”. Dessa forma, fora da ficção, torna-se notório que com as desigualdades econômicas mais pessoas serão excluídas, uma vez que não participarão das redes de comunicação e não terão nada a oferecer.
Ademais, a ausência de auxílios governamentais para enfrentar essa questão também participa do impasse e deriva da ineficiência do poder público. Segundo a perspectiva do filósofo John Locke, o Estado foi criado por um contrato social para garantir os direitos fundamentais aos cidadãos e uma vida harmônica. No entanto, com a falta de ações do governo esse pacto atende a ser quebrado, visto que muitos indivíduos não possuem acesso à internet e isso tende a comprometer sua qualidade de vida.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe aos Estados e Municípios disponibilizarem chips gratuitos com acesso à internet para os cidadãos, através de uma parceria com empresas desse ramo e, para receber, a população deverá preencher fichas que serão disponibilizadas em locais de fácil acesso como as escolas, por meio de um projeto de lei que deverá ser entregue à Câmara dos Deputados para, assim, minimizar os desafios do acesso às redes e evitar que mais pessoas se tornem “sem facção”.