O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 14/11/2021

No Período Helenístico, o imperador do Império Macedônico, Alexandre, construiu a maior fonte de conhecimento da época: a biblioteca de Alexandria. Todavia, tal informação era restrita à elite alfabetizada, excluindo a população mais pobre do projeto. Contudo, tal problemática é apresentada de maneira diferente na atualidade, posto que, ao revés das bibliotecas, a internet é a fonte de conhecimento não democratizada, seja pelas condições socioeconômicas, seja pela dificuldade de adaptação a este meio.

A priori, é notório que as classes menos favorecidas são as que mais padecem do problema. Conforme estipulado pelos órgãos federais, o salário mínimo brasileiro é de 1100 reais, sendo este a renda total de muitas das famílias carentes. Ademais, o preço de um aparelho que acesse a internet pode ser maior que o valor descrito, uma vez que os impostos sobre a exportação desses produtos ultrapassam 50% do preço final. Portanto, esta parcela da população é impossibilitada de adentrar a “web”, pontuando o obstáculo para obter os benefícios de tal.

Em segundo aspecto, a dificuldade de manejo de tais aparelhos conectados também acentua a problemática. De acordo com a Neuropsicologia, o cérebro infantil tem mais facilidade de aprendizado e da inserção de hábitos, exemplificando com a naturalidade das novas gerações em relação à tecnologia. Entretanto, pessoas idosas não foram introduzidas a esta ferramenta na infância, fazendo com que haja adversidades no manuseio desses produtos e, por conseguinte, excluem-se tais cidadãos das novas relações sociais.

À vista disso, faz-se mister que o Estado tome medidas para combater a problemática. Para isso, o Ministério da Educação deve arquitetar maneiras para a inserção da população pobre nas redes, por meio de mudanças no currículo escolar que insira, obrigatoriamente, matérias da Informática, e projete salas com acesso à internet, sem restrições, em todas as escolas públicas, para que os alunos carentes possam manusear o aparelho livremente. Deste modo, a conectividade será democratizada e, diferentemente do Período Helenístico, o conhecimento não será restrito à elite.