O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/11/2021
No ano de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou o acesso à internet como direito básico como o direito à educação ou o direito à vida. Diante desse cenário, fica evidente a importância da internet para o desenvolvimento da sociedade. Contudo, no Brasil, é possível observar que nem todos possuem conexão às redes, visto que 33% da população acima dos 10 anos não possui acesso à internet, segundo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Isso se deve aos altos preços dos serviços de internet e à ausência aparelhos tecnológicos para a população.
Primeiramente, convém ressaltar que os elevados custos dos serviços no país é um dos fatores que influenciam nessa problemática. Segundo pesquisa realizada pelo Centro Regional e Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), aproximadamente 57% das pessoas com renda de até um salário mínimo alegaram o não-acesso devido aos altos preços dos serviços. Esse dado demonstra que apenas a população de maior renda consegue acessar às redes, privando o restante da população de usufruir de seus direitos.
Ademais, a carência de aparatos tecnólogicos também é um dos aspectos que explicam as desigualdades no acesso à internet. Além de dificultar o uso das redes, a ausência de tecnologia também prejudica a educação a distância (EAD). De acordo com outro estudo administrado pelo Cetic, cerca de 83% das escolas afirmaram que a falta de equipamentos foi o principal problema efrentado para a realização da EAD em 2020. Tal dado denota que as pessoas são excluídas em diversos campos da sociedade devido aos avanços do mundo digital. Nessa perspectiva, a afirmação do fílosofo Pierre Lévy se torna cada vez mais real, pois, segundo ele, toda nova tecnologia cria seus excluídos.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas. Em primeiro lugar, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação deve negociar, por meio da redução de impostos, com as empresas de telefonia a diminuição nos custos dos planos de interntet a um preço que não ultrapasse 4,5% do valor do salário mínimo. Além disso, é fundamental que as prefeituras organizem, nos centros das cidades, pelo menos 3 espaços públicos para uso de aparelhos tecnlógicos, onde estarão disponível computadores e celulares com acesso à internet para a população. Dessa maneira, as desigualdades no acesso às redes tendem a ser resolvidas.