O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
Democracia e exclusão digital no Brasil
Historicamente o avanço tecnológico impulsionado pela Revolução Técnico-Científica e Informacional do século XX possibilitou transformações na qualidade de vida e de mercado mundialmente. Todavia, desde a chegada da internet no Brasil, em 1981, periodicamente, parte da população foi sujeita a desigualdade, como a impossibilidade de ascensão profissional devido o contraste com o ideário empresarial. Conjuntamente, há o problema da insuficiência na gestão e na qualidade das tecnologias nacionais modernas.
Segundo o Centro Regional de Estudos para Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), em 2021 cerca de 46 milhões de brasileiros estão excluídos do acesso ao meio digital; em termos geográficos esse acesso é heterogêneo, concentrando-se nas áreas mais populosas do país, o sul e sudeste, que também são as regiões que mais criam vagas de empregos formais anualmente. Logo, a classe de baixa e os habitantes de regiões menos informatizadas ficam a par das demandas do mercado onde o trabalho cada vez mais tecnológico torna-se impérvio, condição ainda mais notória com a pandemia do novo coronavírus onde muitos serviços foram direcionados ao sistema de home office, o que resultou no desemprego daqueles que não tiveram condições para se adaptar, por exemplo.
Além disso, índices da empresa britânica Cable apontam que a velocidade da internet banda larga brasileira é uma das piores em termos globais. Apesar do multissetorialíssimo, prática adotada pelo ecossistema de governança da internet que visa a construção de políticas públicas para a evolução do sistema de internet, ser eficaz nas experiências de dados, ele não é autossuficiente e, ainda, a gestão desse modelo em território nacional é precária e hierárquica, visto que não há a participação equânime de todos os setores sociais nas decisões a respeito da universalidade no avanço informacional.
Em síntese, urge que o Ministério da Tecnologia impulsione o desenvolvimento dos sistemas de gestão das tecnologias em parceria com as redes privadas e realize o redirecionamento de verbas às prefeituras dos munícipios mais afetados pela exclusão digital, a fim de democratizar o acesso à internet e amenizar os impactos causados pela pandemia nesses aspectos.