O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
De acordo com a filósofa Hannah Arendt “A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direito”. Entretanto, o pensamento da filósofa se afasta da realidade brasileira, visto que não há uma atenção voltada para as pessoas de baixa renda que não tem o acesso à internet, em outras palavras, esses indivíduos tentem a não usufruir dos seus direitos. Logo, esse problema advém da desigualdade social que afetado as pessoas que não tem acesso à internet, que tem como consequência uma base educacional lacunar que agravou na cenário pandêmico. Sendo assim, é necessário analisar e resolver esses entraves para que o acesso à internet não seja mais uma questão no Brasil.
Em primeira análise, é preciso destacar que as pessoas de baixa renda sofrem com a desigualdade de não ter acesso nenhum a internet. Nesse sentindo, conforme a teoria do filósofo Pierre Lévy “Toda tecnologia gera seus excluídos”. A partir disso, é possível analisar que embora o escritor não se referisse exclusivamente ao acesso à internet, seu postulado é pertinente, haja vista que as pessoas carentes tem sido excluídas das informações que a internet proporciona. Nessa perspectiva, quase 40 milhões de brasileiros não tinham acesso à internet em 2019, esse número representa 21,7% da população, segundo dados divulgados pelo IBGE.
Por conseguinte, outro aspecto importante a ser enfrentado é como a falta de internet afetou os estudantes que precisavam estudar durante a pandemia do covid-19. De acordo publicações da BBC em 2020, mais de 3,5 milhões de crianças e adolescentes da mesma faixa etária estavam matriculados nas escolas publicas, mas durante a pandemia esses estudantes não conseguiram realizar nenhuma atividade escolar. Diante disso, fica perceptível que muitos alunos se afastaram dos estudos por não ter acesso básico a internet. Por isso, é fundamental que o Ministério Da Ciência e Tecnologia e Inovação atue sobre esse impasse, para poder sanar essa lacuna.
Portanto, pode-se observar que o debate acerca do acesso à internet em questão no Brasil é imprescindível para construção de uma sociedade mais humana. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério Da Ciência e Tecnologia e Inovação em parceria com o Ministério da Educação, órgão responsável pela elaboração e execução da Política Nacional de Educação, forneça uma campanha para disponibilizar acesso nas praças publicas das áreas periféricas e acesso a tablets aos estudantes para que possam levar para casa para realizar as atividades, por meio de investimento financeiro nos instrumentos de aprendizado, com intuito de reduzir a desigualdade social entre as pessoas de baixa renda. Assim, possivelmente a essência do Direito que Arendt se refere seja plena na sociedade brasileira.