O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 12/12/2021

Ter acesso à internet se tornou um dos direitos humanos no século XXI. Entretanto, muitas pessoas não possuem meios para isso, seja por falta de acessibilidade, ou da omissão do governo para tal. Dessa maneira, é necessária uma intervenção dos poderes públicos, para garantir esse direito e evitar que as desigualdades sociais aumentem ainda mais.

Primeiramente, esse problema se dá por diferentes tipos de exclusões: a instrumental, onde há a falta de equipamentos para o acesso; a infraestrutural, onde se possui o equipamento, mas não o acesso; e por último a financeira, onde há o acesso, mas não o dinheiro para pagar por este. Todas estão interligadas, de forma que não adianta possuir um computador se não há acesso em sua área, assim como possuir o acesso se não possui dinheiro para pagar por ele.

Existem também as incapacidades do usuário, como a linguística, onde a alta taxa de analfabetismo no Brasil afeta a interpretação de textos mais complexos, e a cognitiva, dificuldade que o usuário tem para lidar com tecnologias, o tornando incapaz de acessá-las. Esse problema se intensifica quando o governo exige o acesso a direitos pelo uso da internet.

A falta de internet prejudica também a educação, principalmente com a pandemia, onde as aulas passaram a ser online. Quase 50% das casas brasileiras não possuem um computador, e esse método de ensino depende da capacidade do aluno de acessar o conteúdo, aumentando ainda mais as desigualdades sociais. O acesso à internet marca uma linha entre a exclusão social e a chance de oportunidades para todos.

Portanto, cabe a órgãos como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e aos governos estaduais, oferecerem acesso à redes de internet, desde investimentos para áreas periféricas, à implantação de redes em locais públicos, planos de subsídio para custos acessíveis a indivíduos de baixa renda, e capacitação do individuo para se tornar um usuário capaz de utilizar o serviço, assim como oferecimento de um dispositivo para crianças em processo de aprendizagem durante a pandemia e o EAD.