O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 12/12/2021
O conceito de entropia, da Física, considera o grau de desordem em um sistema termodinâmico. Todavia, distante das Ciências da Natureza, no que diz respeito ao acesso à internet em questão do Brasil, repara-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente. Nesse contexto, torna-se evidente como causas a falta de infraestrutura, bem como a lacuna de representatividade.
Sob esse viés, é preciso atentar que a omissão financeira educacional colabora à persistência do impasse. A filósofa alemã Hannah Arendt argumenta que o espaço público seja amparado para que garanta as condições da prática da liberdade e da cidadania. Isto significa que sem uma infraestrutura pública, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto na falta de investimento para com os estudantes e as instituições públicas de ensino, acaba por dificultar sua resolução.
Além de ressaltar que a ausência representativa agrava ainda mais a situação. Para Rupi Kaur, “A representatividade é vital”. Tal poetiza ilustra seu argumento fazendo alusão à uma borboleta que tenta ser mariposa por estar rodeada delas. Fora da poesia, observa-se que a monocracia na disponibilidade da rede é impactada por não ter representatividade e não está sendo fortemente encarada pelas autoridades, tanto governamentais como midiáticas.
Convém, portanto que medidas sejam tomadas. Com isso, as prefeituras, em parceria com os governos estaduais, comecem a focar o investimento em infraestrutura para questões urgentes, como a falta de acesso à internet. Havendo um direcionamento maior de verba, o espaço público e sua infraestrutura passe por melhorias e, por consequência, a qualidade de vida dos cidadãos, que vão começar a aproveitar mais intensamente do espaço público para realizar suas atividades habituais.